Casamento homossexual: O exemplo de Kim Davis

Desconfio que a tabeliã americana Kim Davis tem sido exemplo de fé para cristãos do mundo inteiro.

Kim Davis serve num cartório no Condado de Rowan, em Kentucky, EUA.

A irmã Kim Davis se nega a realizar casamentos de pessoas do mesmo sexo porque isso viola sua consciência religiosa, o que talvez possa ser considerado embaraço ao livre exercício da religião e afronta à liberdade de expressão dela.

No dia 8 de julho deste ano, publiquei aqui  no portal, artigo sobre desobediência civil do cristão, tanto no contexto americano quanto no contexto brasileiro. E as repercussões chegaram no Tio Sam mais velozes do que o Papa-Léguas.

Como no artigo anterior, afirmo que a desobediência do cristão perante autoridades constituídas deve se dar em caso específico e isolado, pontual; nunca é regra geral de ação. Cristão não é anarquista. E só deve acontecer no episódio de ordem francamente contrária à Palavra de Deus, como parece ser agora a crise que a irmã Kim Davis enfrenta.

Isso porque, de ordinário, o povo de Deus deve submissão às autoridades. Veja abaixo como os Apóstolos Paulo e Pedro tratam o tema:

“Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus e as autoridades que existem foram por ele instituídas.” (Romanos 13,1)

“Sujeitai-vos a toda instituição humana por causa do Senhor…” (1 Pedro 2,13)

 

Sem entrar no mérito do problema de se o cristão pode ou não se opor a governo legítimo, entendo que as ordens acima não são absolutas; são princípios gerais e dependem da condução da sociedade política pelo Governo, como expliquei melhor no artigo do dia oito.

Dessa feita, a irmã Kim Davis se depara com situação semelhante à de Daniel e seus amigos e à dos Apóstolos em Atos 5.

Por isso, é que a irmã Kim Davis pôde dizer com sua omissão que é “melhor obedecer a Deus que aos homens”.

Quanto à situação do povo fiel a Deus no Brasil, suponho que deve haver legalização do casamento homossexual levado a efeito pela “vanguarda iluminista” de Luís Roberto Barroso e aí será a vez de os remanescentes de Pindorama sentirem na pele o que a irmã Kim Davis está sentindo na cadeia por amor e fidelidade a Cristo, face a um Estado que atropela consciências e esmaga indivíduos.

Para terminar, a dupla homossexual e demais ativistas que pediram a prisão da irmã Kim Davis podiam solicitar o serviço burocrático de outro servidor do cartório, mas não o fizeram; eles não queriam apenas se casar, queriam a irmã Kim Davis ajoelhada perante algum deus pagão. Mas ela ficou de pé para a glória de Deus.

Irmã Kim Davis, se a senhora pudesse me ouvir ou ler isso que escrevo, diria o seguinte: que o Senhor Jesus a proteja e a guarde. Sei que seu marido a está apoiando, eu e minha família estamos orando por você e penso que muitos irmãos mundo afora também estão.

Irmã Kim Davis, você é um exemplo para a igreja peregrina e forasteira neste mundo. Parabéns!

P.S. Nós do Voltemos à Direita, apoiamos a atitude da irmã Kim Davis, pelos motivos elencados no artigo. 

 

Por Pr. Marcos Paulo

 

Leia Também: 

O PAQUIDERME CEGO

O Impeachment e a Bíblia

Para alguns, o único deus é o Estado

OS MONSTROS DE JÓ E O SOCIALISMO “BONZINHO”

A “teologia” de Antonio Gramsci

 

2 comentários em “Casamento homossexual: O exemplo de Kim Davis”

  1. Não querem uma união, querem confusão.
    Graças a Deus que ainda se encontra servos fieis que não se dobram os joelhos diante dos ditames deste mundo tenebroso.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *