Caio Coppolla, Rock, Roadie Crew e conservadorismo

Sou roqueiro.

O que já foi um motivo de perseguição, hoje, com a situação de depravação e degradação da música atual, é um atestado de sanidade, clareza intelectual e bom gosto. Se nos anos 70 e 80 muitos pais arrancavam os cabelos ante a possibilidade de que seus filhos se aproximassem do rock, hoje em dia, diante da oferta, a notícia é motivo de alívio.

Sou leitor assíduo de uma revista de rock e heavy metal há muitos anos. A melhor do segmento no Brasil. Se chama Roadie Crew. Uma qualidade editorial impecável, em evolução constante, com acurácia gráfica, textos bem redigidos e entrevistas relevantes.

Nunca li a Roadie Crew por causa de qualquer questão ideológica. Me tornei leitor em 2011 e desde então leio a revista todo mês, tenho pilhas e mais pilhas dela em casa, das mais antigas, às mais novas, e não consigo nem imaginar me desfazer delas. São itens de coleção para mim É uma afinidade construída ao longo do tempo, calcada no meu gosto pelo rock e na apreciação pela revista, que realmente é a melhor do ramo no país, com entrevistas relevantes, resenhas dos lançamentos e respeito ao legado e história do gênero musical, muito diferente de algumas de suas concorrentes que fazem apenas dublagens preguiçosas de material estrangeiro.

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Sendo uma revista que entrevista roqueiros, lida por vezes com questões políticas, quando as mesmas acabam inseridas em algum contexto desenvolvido pelos próprios artistas. Na época da eleição de Donald Trump, por exemplo, a paranoia era evidente e isso era demonstrado pelos próprios músicos nas entrevistas. A revista procurava manter posição de neutralidade.

Diante do quadro de corrupção que se instalou no país, por vezes a carta do editor mencionava a situação calamitosa, mas novamente sem puxar muita sardinha para nenhum lado.

No entanto, a partir de 2017 a Roadie Crew passou a flertar levemente com uma postura um pouco mais à direita nos editoriais brilhantemente redigidos por Airton Diniz. Nada ostensivo, colocado nas entrelinhas, mas demonstrado. Era uma posição sendo marcada.

A posição que o Rock, por sua verve contestadora deve assumir. Já que o mainstream hoje é dominado pela esquerda progressista, o Rock que quer continuar sendo Rock precisa desafiar o status vigente.

A coroação desse posicionamento veio na edição 240, em que o editorial, apresentando a reportagem especial que marcava a edição – os maiores lançamentos de 2018 –  ampliou o leque para mencionar Caio Coppolla como destaque enquanto comentarista político.

O editorial pontuou:

“Mas aqui na Carta do Editor, tenho a liberdade que preciso para ampliar minhas escolhas e posso até mesmo criar uma categoria especial para enquadrar alguém cujo trabalho me impressionou profundamente. E faço isso incluindo Caio Coppolla entre os melhores comunicadores (ou cronista, ou comentarista, ou seja lá o que for em termos de comunicação, escrita, falada, televisada, etc.), de quem tomei conhecimento da existência através de suas participações em programas jornalísticos da Jovem Pan. Sua clareza de ideias, facilidade de comunicação e preparo intelectual, chamou tanto minha atenção que fiz questão de assistir aos seus vídeos no Youtube, e conhecer suas páginas nas diversas redes sociais. É (quase) um garoto ainda, e com sua inteligência privilegiada só poderia gostar de um tipo de música: ROCK! Seu vídeo ‘Sou Conservador…’ no Youtube é uma aula imperdível e ensina com precisao o que significa realmente ser ‘conservador’. Isso tem que ser assistido por todas aquelas pessoas que estranharam o nome da página do grupo: ‘O Roqueiro Conservador’ criada no facebook e que causou impacto e irritou muito ‘progressista’ distraído.”

Pois é, meus amigos, não consigo nem exprimir a alegria que a leitura dessas linhas me proporcionou. Fazemos parte de um movimento reativo. Estamos quebrando a hegemonia cultural da esquerda progressista no ambiente cultural brasileiro. Como autor de um texto sobre o Rock e a Direita, explicando exatamente os pontos de confluência entre o pensamento conservador e o Rock, procurei o grupo do facebook citado para conhecer os colegas roqueiros e direitistas.

O discurso progressista ainda ecoa com força no ambiente artístico/cultural, entretanto, deixou de ser um monopólio. Há uma reação em curso. Fazemos parte dela. A Roadie Crew faz parte, a Jovem Pan faz parte, Caio Coppolla faz parte.

É muito, muito bom estar em tão qualificada companhia.

Por Renan Alves da Cruz

 

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2 comentários em “Caio Coppolla, Rock, Roadie Crew e conservadorismo”

  1. O Copolla é um Olavo de Carvalho menos culto ( e olhe que o Olavo é um ignorantão). incrível o baixo nível dos conservadores brasileiros, apenas reproduzindo preconceitos e senso comum. Sugiro ao movimento conservador abandonar Olavo, Copolla Miranda e Danilo Gentili e buscar autores melhores.

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