Cabe ao Estado repassar verbas para escolas de samba?

Você percebe que no Brasil as coisas beiram o surreal, quando descobre que até escolas de samba recebem uma “ajudinha” do governo.  Não precisamos dizer que o Estado brasileiro é demasiado grande, presente em quase todos os setores da sociedade.

Também não precisamos mencionar os inúmeros problemas que o Estado brasileiro, por conta do seu gigantismo irresponsável, não consegue resolver. Saúde, educação, segurança, infraestrutura e por aí vai.

Some-se à irresponsabilidade de um Estado perdulário, a corrupção endêmica. O mensalão e o petrolão são os exemplos mais citados, mas não os únicos. Por aqui, é raro não se criar dificuldades a fim de vender facilidades. É o jeitinho brasileiro.

Dito isto, gerou notícia em todos os grandes jornais e nas redes sociais, a intenção da prefeitura do Rio de Janeiro de reduzir em 50% da verba destinada pela prefeitura às escolas de samba.

Como de praxe, muitos seguiram pelo viés preconceituoso disfarçado de crítica, argumentando que o prefeito tomara tal medida por conta de sua religião. Estaria Crivella confundido a gestão da prefeitura com sua igreja e crença religiosa.

Acredito que esse tipo de “crítica”, como já afirmamos, além de preconceituosa, desvia o foco da verdadeira questão que deveria estar em discussão: Afinal, cabe ao Estado repassar verbas para escolas de samba?

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As escolas de samba do Rio de Janeiro, por meio da Liesa, argumenta que o carnaval carioca atrai turistas de todo o mundo, gerando empregos e impulsionando a economia da cidade, além, claro, de valorizar a imagem da cidade perante o mundo.

Por ora, me abstenho de tecer algum comentário detalhado sobre a “valorização da imagem da cidade” perante o mundo por meio do carnaval. Restrinjo-me apenas em lembrar que todos nós já sabemos o que os gringos pensam sobre as mulheres brasileiras e especificamente, sobre o carnaval carioca.

Sobre a questão econômica, o argumento utilizado pela Liesa escorrega em uma observação clara e precisa: O repasse da prefeitura às escolas de samba é conhecido como subvenção que nada mais é do que auxílio pecuniário, ou, socorro. Oras, se o carnaval é rentável economicamente e gera empregos, porque então não se buscam recursos junto à iniciativa privada?

Finalmente, a medida anunciada pelo prefeito Marcelo Crivella, tenha ela fundo religioso, seja ela objetivando unicamente a contenção de custos, foi bem aceita pela população. Em uma enquete, 63% dos votantes não só apoiaram a medida do prefeito como defenderam que a prefeitura não repasse valor algum.

Assim, mais uma vez, aquilo que pensa a população, choca-se com o que quer e defendem certos promotores de “cultura”. Acertadamente, por enquanto, Crivella parece não vergar-se as pressões de renomados nomes. Acertadamente, tem o apoio da população!

Em sua opinião, Cabe ao Estado repassar verbas para escolas de samba?

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Por Jakson Miranda

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