Avisem os índios que estamos no século XXI

Índios armados de lanças e flechas e policiais militares, com escudos, cassetetes e bombas de gás

E não é que os índios resolveram invadir o Congresso. Agora vai! Ou ia…! Ia, não fosse o opressor homem branco e seus monstros que soltam fogo pela boca e competem em estrondo com o “deus” trovão. Não fosse isso, a armada indígena, devidamente paramentada e treinada para a guerra, com suas lanças e flechas, teria expulsado esses malditos seres vindos D´além mar.

A narrativa acima seria perfeitamente adequada se estivesse falando sobre algo ocorrido no século XV. Vá lá… XVI… Sejamos generosos e digamos que tenha ocorrido no século XVII. O nonsense é que não ocorreu em nenhum desses períodos, mas sim, em pleno século XXI. Isso mesmo, amigos, os índios estão se armando, em pleno século XXI, com arcos, flechas e lanças.

Leiam reportagem de Veja.

Índios armados de lanças e flechas e policiais militares, com escudos, cassetetes e bombas de gás, entraram em confronto durante manifestação em frente ao Congresso Nacional por avanços na política para os indígenas, principalmente na demarcação de terras, que está suspensa no governo do presidente Michel Temer (PMDB).

Flechas foram atiradas contra o prédio do Legislativo e várias lanças foram apreendidas pelos policiais militares. O confronto começou, no entanto, quando, por volta das 15h30, os indígenas desceram correndo o gramado em frente ao Congresso e foram impedidos pela PM de acessarem a Câmara e o Senado.

Em maior número – eram cerca de 4.000, segundo os organizadores do protesto; 2.000, de acordo com a PM -, os indígenas conseguiram furar o bloqueio e começaram a pular dentro do espelho d’água. A PM usou bombas de gás lacrimogêneo. O cheiro chegou a ser sentido dentro do Legislativo. Caixões pretos de papelão foram lançados em direção ao prédio.

Após a confusão, os índios voltaram a ocupar o gramado em frente ao Congresso e fecharam as pistas nos dois sentidos da Esplanada dos Ministérios. O grupo deixou cerca de 200 caixões no local, segundo eles, para simbolizar o “genocídio dos povos indígenas”, em uma crítica à bancada ruralista no Congresso.

Os indígenas participam do Acampamento Terra Livre 2017, mobilização nacional para cobrar direitos e políticas públicas para os povos tradicionais. O protesto começou em frente ao Teatro Nacional, de onde os indígenas saíram em marcha em direção ao Congresso usando roupas típicas, levando objetos tradicionais de suas tribos e faixas como dizeres como “Não ao retrocesso dos direitos indígenas” e “Retire os madeireiros das terras indígenas”.

Encerramos

Pois é… Escrevi o texto acima e após o seu término fiquei em dúvida. Olhando as imagens do confronto entre os índios e a PM, já que os nativos estavam armados com flechas e lanças, juro a vocês que tentei localizar algum índio “ÍNDIO”. Oras se é para ser índio, tem que ser original! E nesse quesito, não vi um sequer usando tanga, saiote ou os cintos lhes cobrem o sexo, feitos de penas de animais, folhas de plantas, entrecasca de árvores, sementes ou miçangas. (brincadeirinha!)

Estavam todos usando roupas e outros adereços do homem “civilizado”.

Falando a verdade, é muito provável que os índios já saibam que estamos no século XXI, o problema é que entre eles, há sempre um antropólogo ou “especialista” branco, lhes dizendo o contrário, e os manda protestar usando armas de 500 anos atrás.

No Brasil, dia após dia, acontece algum evento que nos prova que não estamos indo de mal a pior, mas sim, de pior a pior, rumo à louca, caótica e inevitável insensatez que a todos confunde e a tudo destrói.

Por Jakson Miranda

SIGA NOSSAS REDES SOCIAIS! 

[aps-counter]

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *