Assim fica difícil, André Petry

André Petry é jornalista da revista VEJA, de quem sou assinante. Alguns anos atrás, cancelei minha primeira assinatura da revista em virtude de alguns obtusos artigos do referido a respeito dos evangélicos, fundamentados em irrealidades ofensivas.

andre petry

Como gosto da revista e creio que ela tem sido um canal linear e importante na denúncia das corrupções petistas, retomei minha assinatura, a despeito de André Petry, a quem, independente das competências que possa ter, eu não consigo me alinhar.

Critiquei em texto recente o arremedo de entrevista, que na verdade foi um “bate-papo ídolo –fã” de Petry com Richard Dawkins nas páginas amarelas da revista.

E achei que não precisaria tocar de novo no nome de Petry tão cedo.

Vejo então que o tema do ótimo Roda Viva desta semana foi a Maioridade Penal. Diferente do formato habitual, em que uma personalidade é entrevistada, o assunto foi colocado no centro da Roda e alguns “especialistas” foram convidados para trafegar pela temática, alguns defendendo, outros criticando.

André Petry estava na bancada.

Quando vi o cidadão, já senti aquele aperto no peito. Aquela sensação de “poderiam ter mandado alguém melhor”, mas meu lado otimista logo assumiu:

“Quem sabe não é a hora do sujeito fazer um bom papel e você deixar o passado para trás”.

Meu otimismo parecia certo. A importância do tema sobrepunha-se  às medições do meu umbigômetro.

“Me represente, André Petry”, pensei.

Então o cidadão abriu a boca…

André Petry, jornalista da mesma revista que pouco tempo atrás publicou uma edição excelente sobre o tema, desmistificando os principais argumentos falsos gorgolejados pela matilha vermelha, ESTAVA LÁ PARA POSICIONAR-SE CONTRA A REDUÇÃO!

Começou a repetir as mesmas falácias, os mesmos números falsos, as mesmas insanidades.

André Petry era sempre identificado como jornalista da revista VEJA, mas defendia opinião oposta ao veículo que representava, e, mais do que isso, a do público leitor, consumidor e sustentador da revista!

Reinaldo Azevedo em seu blog já discordou da revista algumas vezes e sempre disse que era pago pela Ed. Abril para dar suas opiniões, não as da revista. Reinaldo, porém, possui um blog no site da Veja. Funciona independente da revista. Não é o caso de Petry, que escreve nas edições regulares.

É claro que ele tem direito a ter opinião própria. E pode acontecer de eventualmente não concordar com a revista, mas ir a um programa de tv defender o que é deplorado pelo público da revista e por 90% da população foi de uma “André-Petryce” das grossas!

No dia seguinte, lendo minha revista, topo com um artigo meio em cima do muro, que alega que os defensores do Impeachment não estão avaliando suas consequências futuras… Não vi quem era o autor, mas fui seguindo, não gostando do que lia. A revista estava se contradizendo… Após elencar os motivos indiscutíveis para a deposição da pedaladora, aparecia um artigo deslocado no meio, pondo panos quentes onde não havia necessidade.

Me desagradou.

Só quando cheguei no final que vi quem era o autor do artigo.

Adivinhem?

Não tenciono cancelar minha assinatura de novo, mas uma coisa alerto para ambos, jornalista e revista:

André Petry está escrevendo para o público errado.

 

Por Renan Alves da Cruz

 

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18 comentários em “Assim fica difícil, André Petry”

  1. Deve haver uma explicação mais simples para tanta contradição: ele se alinhou ao Pt. Enrolar e mentir é o modo operandis que está fazendo escola. Lamentável desperdiçar seu talento assim…

    • Acredito, Maria Lúcia, que é papel da revista reconhecer que as posições não estão mais batendo e tomar medidas. Ele que vá escrever na Carta Capital se quer ficar repercutindo a agenda governista.

    • Pois é. O progressismo latente dos últimos meses já havia me feito desistir de renovar ao término da vigência, mas com essa creio que terei de me antecipar…

  2. Considerando que hoje a “ilustre figura” assumiu o comando da revista Veja, imagino que esteja pensando melhor sobre o cancelamento de sua assinatura!

    • Pois é. O progressismo latente dos últimos meses já havia me feito desistir de renovar ao término da vigência, mas com essa creio que terei de me antecipar…

  3. Assino embaixo da matéria citada, sobre o jornalista contratado/transferido, e aproveito para dizer que se tiver alguma matéria desse cidadão em defesa da corrupção que esta ai, deixarei de comprar a Revista Veja e serei divulgadora para o maior boicote a revista .

    • Escrevi esta bem antes de sair a notícia da promoção dele a diretor da revista. Fico pesaroso em saber que o futuro da Veja tende a ser catastrófico.

  4. A coisa vai ficar pior.
    Esse sujeito agora é o Diretor da Redação.

    Na edição 2474 de 20 de abril de 2016, que acaba de chegar em minhas mãos, tive uma constatação chocante. Na coluna do ex-ministro Maílson da Nóbrega, intitulado ‘Impeachment não é golpe’ a revista deu destaque (pull quote) ao argumento petista de que “Não é clara a validade das razões dadas pelos autores da petição de afastamento”, como se isso fosse verdade e que expressasse a opinião do autor.

    O Ministro argumenta no texto as razões pelo qual o impeachment não é um golpe de estado e a Revista Veja, destaca o argumento petista! Leiam vocês mesmos.
    É o fim da picada.
    Se continuar assim, também vou cancelar minha assinatura, mas seria uma pena ver este veículo convertido num instrumento socialista/petista.

  5. Concordo com todos. E lamento que depois de 13 anos de luta, com a veja apanhando de todos os lados, na hora de saborear a vitória, a revista se bandeja. É incompreensível mas ela tem o direito inclusive de se arruinar pobre Vitor Civita. Lamento pois era uma companheira de uma vida mas não vou botar meu dinheiro para apoiar o lixo que tem sido escrito.
    A revista deve estar acusando o golpe pois a edição desta semana veio recheada de propagandas da própria revista dizendo-se isenta. Mas tá tão petista que até propaganda falsa tá usando. A própria revista se desmente nos editoriais. Tchau Veja. Companheira de vida. Saudades eternas

    • Você tem razão, Luis. A propaganda tentando justificar a própria isenção é a prova de que as mudanças estão sendo sentidas e questionadas.

  6. V E J A . : . C A N C E L E . . S U A . . A S S I N A T U R A . . V E J A . .
    .
    C O M B A T A . . O . . E S Q U E R D I S M O . . C O M . . T O D A S . . A S . . F O R Ç A S .

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