Após tomar chá de cogumelo, eleitor vota em Dilma e Suplicy

Houve um período em que víamos as eleições de 2018 com o genuíno e esperançoso anseio de que finalmente teríamos uma renovação na política nacional. Ou seja, nomes como Dilma e Suplicy não seriam eleitos nem para porteiros de manicômios. Tudo indica que isso não vai acontecer.

Se por um lado Jair Bolsonaro lidera a disputa para presidente e já incomoda o centro (esquerda) e a esquerda radical, por outro, o eleitor resolveu deixar o Congresso Nacional um pouco pior. Pelas sondagens, (AQUI e AQUI) Dilma e Suplicy são nomes certos no senado. Ela por Minas Gerais, ele, (pasmem!) por São Paulo.

Em São Paulo, o cenário é horripilante: Se não for Eduardo Suplicy, será sua ex-esposa. Por fora e com poucas chances até aqui, corre o único que poderia representar um aleto, pastor Marco Feliciano – Marco Feliciano critica Pabllo Vittar: No que se transformou o pastor deputado?

Por Minas, tudo indica que teremos Dilma e Aécio – Cuidado mineiros, Dilma e Aécio querem seu voto!

Não duvido que entre os eleitores dessas figuras que representam o que há de mais grotesco na política, muitos tenham apoiado entusiasticamente a greve dos caminhoneiros. O irônico é essas pessoas afirmarem lutar contra os impostos (ou o elevado preço dos combustíveis) e meses depois, elegerem como representantes os responsáveis diretos por estarmos aonde estamos.

Só há uma explicação para tamanha incoerência

Se os EUA caminharam rumo à independência a partir de uma revolta conhecida como festa do chá, aqui também há aqueles que enxergaram na greve dos caminhoneiros como o ponto de partida para uma revolta do chá, mas, diferentemente daquela ocorrida no século XVIII, por aqui, andou-se tomando muito chá de cogumelo. Essa é a explicação mais simpática. A outra possível explicação, bem, não queiram saber…

Tem haver com o conteúdo que esses eleitores têm na cabeça, nada diferente do conteúdo encontrado na cabeça de um camarão. Acho que não preciso me explicar. Quem não se enquadra no perfil traçado acima vai entender já quem se enquadra, identificar-se ali já é um grande progresso.

Para finalizar, deixo registrado que não adianta defender de forma histérica porra louquice nas ruas depois que a merda está feita e fedida. A ser assim, confirma-se a tese de que o problema do Brasil não está nos políticos, está em que vai a urna votar.

Por Jakson Miranda

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