Alta cúpula estuda deixar PT. Partido agoniza

Primeiro a notícia boa: O PT está agonizando. O resultado inclemente das eleições municipais demonstrou que o Brasil, em peso, rejeitou a bandalheira promovida pelo partido e por seus representantes.

A notícia ruim: A trupe quer fundar um novo partido, que, não duvidem, receberia apoio entusiasmado da mídia e dos intelectuais. Somente a legenda seria culpabilizada, e não os quadrilheiros que a compunham.

Leiam o que vai na reportagem da IstoÉ:

A três meses de completar 37 anos, o PT está ameaçado pela fuga em massa de parlamentares e dirigentes. Um grupo que corresponde a 70% da bancada no Congresso já trabalha para deixar o partido, criar uma nova legenda ou mesmo engrossar outras siglas. Os entusiastas da fundação de um novo partido já traçam estratégias para não perder o rateio do Fundo Partidário, verba pública hoje essencial para a sobrevivência das agremiações, e o tempo de televisão. A ideia seria se unir a legendas já estabelecidas, como a Rede Sustentabilidade. Aproveitar a frustração dos militantes com a performance pífia da Rede nas eleições municipais para, juntos, engrossar as fileiras do novo partido. De antemão, no entanto, os desertores do PT impõem uma condição: que a ex-senadora Marina Silva não tenha ascendência sobre a nova sigla.

As conversas do chamado “grupo dos 40” ganharam velocidade nos últimos dias, esquadrinhado o resultado eleitoral do PT nas eleições municipais. A avaliação corrente é de que o pior dos mundos seria a inércia, diante do naufrágio petista. Se os separatistas não possuem ainda todas as diretrizes definidas, já se sabe que, se o novo partido realmente vingar, será mais alinhado à esquerda, contra o neoliberalismo e defensor da ética e do combate às velhas e deterioradas práticas políticas. O objetivo é tentar se reconectar com o eleitorado que um dia já pertenceu ao PT, mas que hoje não quer nem ouvir falar em digitar o 13 nas eleições.

Retomo:

Cabe à direita uma importante tarefa: escrutinar tudo o que está ocorrendo nas hostes petistas. Precisamos atuar afinados, em ação constante, para não permitirmos que os mentores do projeto criminoso de poder se realinhem politicamente, bonitos e faceiros, sem que a grande massa comum seja permanentemente informada de quem são, o que fizeram, e de onde vieram.

Esta movimentação deixa patente o interesse de se desvencilharem do PT, sem, no entanto, deixar o petismo arrefecer. A sigla PT chegou ao fim enquanto hospedeira, mas o vírus precisa sobreviver, e vai encontrar outro abrigo.

A esquerda tenta se unificar. O viés psolista indisfarçável na imprensa e os recorrentes manifestos de intelectuais deixam claro que esta unificação conta com empolgada anuência destas duas categorias.

Havendo PT ou não, nossa tarefa é combater o petismo, vista ele a fantasia que for.

Por Renan Alves da Cruz 

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