Ainda o Enem e a Ideologia de Gênero

Nos dias 24 e 25 de outubro deste ano, milhares de brasileiros se submeteram ao Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM).

Já há algum tempo tenho percebido no ENEM estratégia extraordinária de marxização da sociedade brasileira. Estratégia que tem levado nosso país à cova. O ENEM é filtro pelo qual tem de passar o futuro universitário, salvo raríssimas exceções – ITA E IME, nas Forças Armadas, por exemplo.

O fato é que, para se ter acesso ao ensino superior no Brasil de 2015, é preciso “beijar a pedra” da “religião” marxista. É preciso peregrinar à Meca guiado não por Maomé mas por Marx e seus revisores e continuadores.

E no filtro do MEC do ano em curso, aparece a pérola de Simone de Beauvoir: “ninguém nasce mulher, torna-se mulher”. Bem, se por ninguém nasce mulher, a conhecida apóstola do desbunde feminino quer dizer que mulher adulta nasce menina e precisa crescer (tornar-se) para ser mulher, lanço aplausos sobre Beauvoir.

Contudo, infelizmente, não se trata dessa constatação rasa de biologia humana e Beuavoir não faz jus as minhas palmas. O que o ENEM traz para o aspirante a universitário é aquilo que hoje se chama em círculos conservadores de “ideologia de gênero”. Ideologia no sentido que Marx emprestara ao termo:

Conhecimento falso produzido para impor interesse de certo grupo sobre outro e exercer poder.

Assim, ideologia de gênero é uma hipótese teórica que não se justifica a partir dos fatos. Não encontra assento na realidade, pois não se atém ao aspecto objetivo anatômico e fisiológico de meninos e meninas. Essa ideologia se apega ao desejo sexual subjetivo e muitas vezes a estados psicológicos duvidosos e vacilantes.

Em 2011, tive conhecimento de que um colega que sofreu cirurgia de mudança de sexo – era evangélico e casado – se arrependeu poucos anos depois da plástica.

Meninas nascem com vagina e útero. Além disso, nascem com potência para mamas com glândulas mamárias, pele macia, ovulação e outras características próprias da fêmea humana e que os meninos não tem e nem possuirão.

Isso é tornar-se mulher? Que costumes ou cultura pode negar esses fatos biológicos?

Sei que muito pode ser trazido ao tema por psicólogos etc… E que a vida humana comporta complexidade mental e sutilezas de comportamento. Porém, se houver exame ponderado e sincero da condição humana, pode-se ver que a hipótese da “ideologia de gênero” encampada pela “Pátria Educadora” e seu ENEM, é palha. Um ventinho mais forte a derruba; não passa de ideologia – conhecimento falso com fins de dominação. O bordão “ninguém nasce mulher, torna-se mulher” é a senha para que se avance e a sentinela dê passagem às uniões alternativas à união natural, entre homem e mulher.

Ao fim, deixo palavras do rabino Jonathan Sacks, cujo texto completo pode ser lido aqui 

“ O que fez a família tradicional notável, um trabalho de elevada arte religiosa, é o que ela reúne: motivação sexual, desejo físico, amizade, companheirismo, afinidade emocional e amor, a geração de crianças e sua proteção e cuidado, sua educação prévia e introdução numa identidade e numa história. Raramente uma instituição incorporou juntas tantas orientações, desejos, papeis e responsabilidades.”

Ou seja, ENEM e “ideologia de gênero”: molde em que o futuro universitário brasileiro tem que entrar; cova da qual o Brasil tem de sair.

 

Por Pr. Marcos Paulo

 

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