Acordão político é com Gilmar Mendes

Mais um acordão político tem a costura esboçada no submundo político de Brasília. Agora, cogita-se o nome de ninguém menos do que Gilmar Mendes para presidente da República. Sempre ele! A impressão que fica é a de que sempre que se discute um acordão político ou jurídico, (Não confundam com acórdão) o nome de Mendes é mencionado para sacramentá-lo.

Já é um descalabro total quando ministros da Suprema Corte participam de acordões políticos meramente políticos. A coisa degringola de vez para a imoralidade quando tais acordões políticos, entre políticos e magistrados, ocorrem com o único fim de livrar corruptos e corruptores de encontrar-se com a justiça.

Não é a primeira vez que o nome do ministro Gilmar Mendes encontra-se nessa zona nebulosa de dúvidas. Há poucos dias trouxemos o caso de um Habeas Corpus envolvendo um ex-deputado que a um ano espera pelo parecer do ministro. Gilmar Mendes não julga habeas corpus que está há um ano em suas mãos

Entendam o caso

O ministro Gilmar Mendes, relator do habeas corpus da defesa do ex-deputado Luiz Fernando Ribas Carli Filho, retirou o processo da pauta do Supremo Tribunal Federal (STF). O recurso apresentado pela defesa seria julgado nesta quinta-feira (11) e definiria finalmente se o ex-parlamentar iria ou não ser submetido a júri popular.

De acordo com a assessoria de imprensa do STF, não há previsão para que o pedido seja recolocado em pauta. As famílias de Carlos Murilo de Almeida, de 20 anos, e Gilmar Rafael Souza Yared, 26, mortos em um acidente de trânsito provocado por Carli Filho, esperam pelo julmento do ex-deputado há oito anos.

Com o habeas corpus, a defesa quer cancelar o júri popular e fazer o réu responder por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. O pedido de habeas corpus foi negado em fevereiro de 2016 pela Justiça do Paraná, mas os advogados recorreram ao STF.

Carli Filho é acusado de duplo homicídio com dolo eventual. Na denúncia do Ministério Público a acusação afirma que, na noite do dia 7 de maio de 2009 o ex-deputado dirigia embriagado (com 7,8 decigramas por litro de sangue) e a uma velocidade entre 161 km/h e 173 km/h, em uma via onde a velocidade máxima permitida é de 60 km/h. No entendimento do MP, o então deputado assumiu o risco de matar.

Por envolver um deputado, o caso teve repercussão nacional e gerou comoção. Os carro do ex-parlamentar praticamente “decolou” e passou por cima do veículo das vítimas, arrancando o teto do automóvel. Os dois jovens morreram na hora.

Acordão político?

Se a coisa é assim com um ex-deputado, não seria diferente quando se envolve figuras de proa como Lula e Temer.

Ao ter o nome envolvido em mais um acordão político, Gilmar Mendes rasga sua biografia, joga na lata do lixo a vergonha na cara e contribui pela manutenção de um retrocesso que ainda teima em sobreviver em nossos dias: Todos são iguais, mas uns, são mais iguais que os outros.

Por Jakson Miranda

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2 comentários em “Acordão político é com Gilmar Mendes”

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