A rápida virulência contra Temer mostra a força do esquerdismo na mídia

Estou no grupo dos que creem que Michel Temer não possui mais legitimidade para conduzir o país.

A somatória de fatos vindos à tona, delações e gravações o expõem de forma inafiançável.

Não nego que a melhor coisa para o país seria sua permanência até as eleições de 2018, ademais não posso contrariar aquilo que sempre prezei desde meu primeiro texto neste portal. Se Michel não possui o componente ético requerido para o cargo, deve ser retirado pelas vias legais.

Creio que seu governo já pereceu e que a oficialização do fim acontecerá em breve, de modo que já me vejo como um obituarista me aquecendo para o exercício do ofício.

Mas não posso me furtar à constatação de que a rapidez das exigências em relação à queda de Temer ocorreram em tempo recorde. Lembrar da leniência da mídia para com a corrupção durante o período Lula/Dilma contrapondo à súbita revolta contra Temer é um exercício simples que mostra como o viés esquerdista da imprensa brasileira já não pode mais ser ocultado.

E não só na mídia. Com uma rapidez supersônica a OAB preparou um pedido de Impeachment contra Temer, sendo que contra Dilma, mesmo com o estupefaciente volume de crimes cometidos, o pedido quase precisou ser extraído a fórceps.

Temer tem que cair, mas perceber o desespero da mídia, dos sedizentes intelectuais e de determinados poderes embasa aquilo que escrevemos aqui muitos vezes, e que o professor Olavo de Carvalho, dentre outros, cita recorrentemente. Não será possível resolver o problema do Brasil com um impeachment ou dois que sejam. O esquerdismo está empesteado na cultura, na Academia e na educação.

Para a direita conseguir alguma coisa a média prazo, precisa batalhar nestes campos, não se satisfazendo com vitórias pueris, mas entendendo que o contexto é muito maior.

Os ditos intelectuais brasileiros leram tanto que ficaram burros, como dizia Schopenhauer, e demolir o poderio de ação destas fraudes é um dos primeiros e mais importantes passos da retomada.

A direita precisa tomar a análise da virulência contra Temer em relação a contra Dilma como uma exortação de que há muito, muito, muito a ser feito, antes de que qualquer vitória obtida apresente resultados perceptíveis.

Por Renan Alves da Cruz 

4 comentários em “A rápida virulência contra Temer mostra a força do esquerdismo na mídia”

  1. Mesmo para os que não defendem Temer, a “pressa” em depor o presidente mostrado por alguns setores da imprensa , deveria servir de alerta. O que e quem está por detrás disso deveriam ser as perguntas, antes de embarcar alegremente em outro impeachment.
    A direita não pode mais se dar ao luxo da ingenuidade, da falta de estratégia, do comportamento errático. Está na hora de virar adulta.

    • Creio que Temer perdeu a legitimidade, mas que a velocidade das exigências de justiça em relação a ele estão muito acima das feitas quando os mandatários eram petistas, porém aponto que mantê-lo no poder, a despeito da importância das reformas, só reforçará a tese petista de perseguição, que pode ressuscitar o partido em 2018.
      Se Temer não cair, a narrativa de que houve uma “conspiração das elites” para tirar o PT e proteger outros corruptos ecoará e Lula – ou quem representar a esquerda – ganhará gás para a disputa.

  2. Perfeito. Também estou nesse time. Não confio em Temer. Não creio que ele tenha mais legitimidade pelos fatos ocorridos. Mas também me surpreendo como as coisas ocorreram tão rápido quando o denunciado foi ele. Estou muito desanimada com o destino do país. Não creio que sairemos desse fundo de poço.

    • São pesos e medidas diferentes. De acordo com o progressismo e a cor da bandeira do partido, a corrupção de alguns é permitida e de outros é perseguida. Temer é corrupto, mas creio que não mais, nem tanto quanto seus antecessores petistas, mas a exigência de “justiça” contra ele é muito mais virulenta.

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