A indignação seletiva da ESPN Brasil

O assunto fervente da semana é a prisão de figurões do futebol envolvidos em maracutaias.

Como nos EUA o buraco é mais embaixo, o que aqui se faz impunemente, lá dá cadeia.

Todo mundo feliz, ótimo. Porém, notei uma grande exultação extra no pessoal da ESPN. Um comentarista afirmou que há mesmo um gostinho a mais. Segundo ele, o canal sempre militou pela ética no futebol e manifestou-se firmemente contra as últimas gestões do esporte nacional e mundial.

Outro, enfático, criticava o chefão da entidade, Joseph Blatter, que, segundo ele, também tinha que entrar na dança. Como é o líder de tudo, tem que ser responsabilizado, ou, no mínimo, ser forçado a renunciar.

Também é o que eu penso, pessoal da ESPN!

Só acho engraçado que tamanha indignação não se estenda a outras instâncias. A ESPN nunca escondeu que seu quadro é quase integralmente petista e psolista. Seus principais caciques, Juca Kfouri e Trajano, fazem propaganda escancarada de suas preferências partidárias e o resto do quadro, não acredito que por coincidência, parece professar a mesma ideologia.

Até aí, não é problema meu. E sim do grupo americano (estadunidense, como gostam) que é proprietário do canal.

Só queria entender como funciona o raciocínio. Essa coisa de ser contra a corrupção no esporte e ser petista ao mesmo tempo…

E, só pra reforçar, quero ver se entendi bem o argumento contra Blatter:

O chefão de uma entidade envolvida num esquema de corrupção de grandes proporções, ou tem que ser preso ou no mínimo tirado do cargo?

É isso mesmo, ou entendi mal?

Deve ser loucura minha. Sempre pensei que vocês defendiam outra coisa…

Por Renan Alves da Cruz

 

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3 comentários em “A indignação seletiva da ESPN Brasil”

  1. Dois pesos e duas medidas? Outro que acho mais adequado: macaco não olha pro rabo!!! Petralhada falsa suas mentiras são tão frágeis….

  2. É repulsiva essa politização de um canal pago como a ESPN, transformando programas em horário nobre do canal em verdadeiros palanques para defender o indefensável. Gostava do jornalismo esportivo da ESPN e, sinceramente, aplaudia as recorrentes críticas da emissora à gestão do futebol brasileiro e mundial. No entanto, desde a Copa de 2014 percebi o “dois pesos e duas medidas” dos jornalistas do canal. Decepção é pouco…

    • Estou na mesma situação, Ellen. Como grande fã de esportes sempre fui fiel telespectador da emissora. Mas a dubiedade advinda da amoralidade petralha acabou com a confiança na isenção deles.

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