A ideia esquerdista de Ludwig Von Mises

Ludwig Von Mises é sem dúvida alguma, um dos principais, senão o principal nome do liberalismo. “Mais Mises, menos Marx”, é o que encontramos na estampa de algumas camisetas.

No cenário político e econômico do Brasil de hoje, alguém identificado com a direita é quase que automaticamente simpático ao liberalismo econômico de Mises. Não, meus amigos; não tenho a pretensão de tentar refutar Ludwig Von Mises. Pelo menos por enquanto… (risos).

Adiante.

É inegável que estamos atravessando um dos períodos mais significativos da nossa História. Ao mesmo tempo em que políticos e ideias ditas de direita ganham destaque e ensaiam um avanço, a bem da verdade é que o progressismo está longe de ser ameaçado.

Cada vez mais países adotam pautas favoráveis às ideias progressistas: totalitarismo LGBT, ideologia de gênero, relativismo moral, legalização de drogas, pedofilia, eugenia, enfim, é enorme a plêiade de inserções incompatíveis com aquilo que a civilização judaico-cristã construiu ao longo de dois mil anos de história.

É exatamente isso! Aquilo que possuímos e entendemos como “civilização” ou, “padrão civilizacional“, não seria possível sem os seguidores de Cristo. Suas práticas, crenças e valores moldaram a Europa e de lá, espalhou-se pelo mundo. Infelizmente, hoje, estamos na iminência ou até mesmo já dando os primeiros passos em uma Era pós-cristã. Nessa sociedade, o cristianismo nada mais é do que sinônimo de dogmas e fundamentalismos.

Por outro lado, não é surpresa e novidade para ninguém que o ataque a tal modelo civilizacional foi e continua sendo a principal força motriz da esquerda progressista e revolucionária.

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E o que Ludwig Von Mises tem a ver com tudo isso?

No livro intitulado Liberalismo, ao abordar a chegada dos europeus a outros continentes, Mises faz o seguinte comentário:

A ideia básica da política colonial era tirar vantagem da superioridade militar da raça branca sobre todas as outras raças. Munidos de todas as armas e equipamentos que sua civilização lhes colocou à mão, os europeus trataram de subjulgar povos mais fracos para lhes roubar a propriedade e para escravizá-los. Procura-se atenuar e encobrir o motivo real da política colonial, com a desculpa de que seu único objetivo era tornar possível aos povos primitivos compartilhar das bênçãos da civilização europeia”. 

E prossegue

Se, como acreditamos, fosse de fato superior às das tribos primitivas da África ou às civilizações asiáticas, ainda que estas últimas sejam respeitáveis, como o são em seu modo de ser, a civilização europeia deveria ser capaz de provar sua superioridade por inspirá-las a adotarem-na como padrão, por vontade própria. Poderia haver demonstração mais cabal de sua esterilidade do que a prova de que a civilização europeia não tem meios de difundir-se, senão pelo fogo e pela espada?”

Finalizamos

Não é preciso dizer muito. As palavras escritas por Ludwig Von Mises falam por si e cada uma delas cabe à perfeição na boca de qualquer esquerdista que luta pela “revolução” por um “mundo melhor“.

Seu argumento em nada difere do que consta nos livros didáticos usados para doutrinação ideológica.

Ludwig Von Mises NÃO tentou argumentar que APESAR de possuírem um padrão de civilização superior, os conquistadores europeus optaram pelo conflito. Não! Para o pensador liberal optou-se pelo conflito porque os valores da civilização europeia leia-se Ocidental, é estéril, sendo igual ou mesmo inferior a qualquer outra, inclusive àquelas que praticavam a antropofagia.

Isso nada mais é do que multiculturalismo. Nesse particular, Ludwig Von Mises está em um firme e afetuoso abraço com a esquerda revolucionária.

Por Jakson Miranda

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