A Esquerda cristã e seu Jesus Guevara

A expressão “esquerda cristã” tem para mim a mesma legitimidade que a “quadrado redondo”: alguém pode até defendê-la, mas é um contrassenso por definição.

Ademais, gostemos ou não, a dita cuja está aí, é atuante e tem sido evocada com frequência por progressistas, que a tomam como exemplo do que o cristianismo deveria ser.

Se o conservadorismo evoca a tradição e a permanência, o esquerdismo é sempre a favor da ruptura, num imberbe e vicioso dadaísmo birrento.

O que se tem visto agora é o manifesto da esquerda cristã. A tomada da CNBB pelos “companheiros” e a grita de grupos ditos evangélicos contra os pastores e cristãos que primam suas posturas pela bíblia.

Virou moda pedir perdão a pecadores por chamar suas práticas, de acordo com os preceitos bíblicos, de pecado.

E a justificativa vem envolta num enlaçamento pretensamente bíblico: a delação do pecado seria falta de amor. Um descumprimento aos mandamentos de Cristo.

Jesus, alertam, vivia entre pecadores. Publicanos e prostitutas estavam em seu círculo. Era um defensor dos oprimidos. Um revolucionário com um quê de Che Guevara, lutando pela maturação de um Estado igualitário.

Quem seríamos nós, portanto, para criticar uma parada gay que, regada a dinheiro público, vilipendia o cristianismo?

Como não compreendemos o protesto destes pobres oprimidos?!

Se respondemos que foi afronta, retrucam que foi um manifesto contra o ódio.

Entendo. Esfregaram símbolos católicos nos genitais e enfiaram cruzes no ânus com a melhor das intenções…

Pergunto aos teólogos deste novo cristianismo como era o relacionamento de Cristo com os pecadores?

Ele dizia “Vá e não peques mais”, ou “Me perdoe por ter lhe avisado que pecas”?

Jesus Cristo pregava a renúncia ou a felicidade a qualquer preço?

Pregava a resistência aos impulsos carnais ou a cessão a qualquer desejo?

Cristo não suportava os fariseus, que citavam a Lei de cor, mas não a praticavam, torcendo a Palavra de acordo com seus próprios interesses.

São diferentes os que abrem mão dos princípios basilares do cristianismo para caírem nas graças dos setores formadores de opinião?

Jesus nunca pregou que um pecador continuasse em sua prática. Clamava ao arrependimento. Que o publicano deixasse de fraudar o povo, que a prostituta, perdoada, seguisse seu caminho e não pecasse mais!

Jesus é amor, não complacência com o pecado e com a degradação!

O que padeceu no Calvário não era o Jesus Guevara que querem evocar para emparedar aqueles que não negociam os ensinamentos das escrituras.

É muito fácil amoldar Cristo para o paladar progressista e posar para a mídia como tolerante.

Difícil mesmo é manter as convicções, mesmo em meio a porradas de todos os lados.

Rom. 1.32

 Embora conheçam o justo decreto de Deus, de que as pessoas que praticam tais coisas merecem a morte, não somente continuam a praticá-las, mas também aprovam aqueles que as praticam.

 

 

Por Renan Alves da Cruz

 

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4 comentários em “A Esquerda cristã e seu Jesus Guevara”

  1. Renan quando Jesus diz a você ” vá e não peque mais” você consegue abster-se do pecado totalmente ou apesar do esforço para não pecar você peca?

    • Peco todos os dias, porque, como todos os outros, possuo uma natureza pecaminosa advinda desde a queda. Todos os dias peço ao Senhor que me perdoe e permita que eu me torne alguém melhor, aprendendo com os erros, tentando não mais cometê-los.

      Peco, apesar do esforço para não pecar.

      Logo, reconheço minha condição de pecador e passarei a vida inteira lutando contra o pecado. Não exigirei que aquilo que é pecado deixe de sê-lo para poder cometê-lo indiscriminadamente.

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