A bolsa-travesti de Fernando Haddad

Se você não evoluiu à travestilidade, azar o seu!

Fernando Haddad continua surpreendendo aqueles que pensam que já chegamos ao fundo do poço. Se não bastasse gastar oceanos de tinta vermelha para criar suas ciclofaixas demagogas, destroçando ainda mais o já impiedoso trânsito paulistano, o prefeito resolveu inovar, concedendo uma bolsa para travestis que queiram voltar aos estudos.

Perguntado sobre a medida, Haddad saiu-se com uma pérola: ele sabe que a medida é impopular, mas como ele é uma pessoa muito boa, arca com o preço… há um número limitado de inscrições e o custo para o erário será baixo. Claro que haverá críticas, mas fazer o bem às pessoas é recompensa mais do que suficiente…

Dei aulas para adultos durante algum tempo, uma das melhores experiências que tive. Inclusive, dos professores que conheço e que lidaram com a situação, nove entre dez, preferem a educação de adultos a dos adolescentes. Era um grande prazer, ver pessoas na casa dos 30, 40, 50 e até 60 anos, depois de um dia puxado de trabalho, irem à escola das sete às onze da noite, à procura de conhecimento, de uma melhor formação, uma oportunidade de reposicionamento profissional. Gente batalhadora que retomou os estudos por vontade própria, mirando os benefícios da escolha e arcando com as dificuldades de encarar dias de duro cansaço, passando menos tempo com a família.

Penso nestes alunos quando vejo esse senhor gastar o nosso dinheiro de maneira tão desmesurada.

Quer dizer então, senhor Haddad, que um pobre analfabeto não-travesti não desperta vossa santa compaixão? Tenho certeza de que muitos heterossexuais pobres retomariam os estudos sem pestanejo se a medida hedionda lhes fosse estendida.

E por que não é, prefeito? Por que pobres travestis analfabetos merecem mais que pobres analfabetos não afeitos a travestilidade?

Como essa distinção funciona em sua cabeça iluminada?

É claro que ninguém deveria receber um centavo para estudar. A contrapartida dos impostos pagos deveria ser empregada em educação de melhor nível. O sistema educacional brasileiro urge passar por uma reforma vasta, mas esse assunto fica para outro texto.

A prefeitura disponibiliza os cursos de EJA, Educação para Jovens e Adultos, em suas unidades. Aos interessados cabe realizar inscrição. Ainda receberão um bom jantar servido na escola.

Oras, convenhamos, se travestis ou não travestis quiserem estudar, a possibilidade já existe.

Mas Haddad é o prefeito inclusivo, o bom moço progressista, o uspiano do bem. Não basta apelar à demagogia rasteira, tem ainda de mexer no balaio de gatos para separar uns dos outros.

O prefeito de São Paulo está usando dinheiro da cidade para afagar militâncias. Sua gestão é tão deletéria que a cidade precisará de alguns anos para se recuperar das absurdidades cometidas por esse senhor.

Embora as esquerdas e boa parte da imprensa continuem lhe abanando o rabinho, seu índice de aprovação segue na lona. Haddad quer o rótulo de moderno e à frente do tempo da cidade. Um visionário que um dia será reconhecido por seus feitos.

Em seu mundinho particular, acredita que a posteridade o aplaudirá por pintar metade das ruas da cidade de vermelho, criando centenas de quilômetros de ciclofaixas fantasmas, esburacadas, caras e feias. Além de incitar a grafitagem do patrimônio histórico e dar dinheiro para travestis estudarem.

Haddad criou a cidade dos sonhos para os travestis ciclistas. Os outros que se danem!

E é isso aí. Se você não concluiu os estudos e pensa em retomá-los, certamente desfrutará de uma experiência enriquecedora, mas o prefeito não o ajudará financeiramente, a não ser que você tenha evoluído à travestilidade.

 

Por Renan Alves da Cruz

 

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2 comentários em “A bolsa-travesti de Fernando Haddad”

  1. Entendo bem do assunto já que voltei a estudar depois dos 50 anos. Fiz o EJA de tarde, levando meu lanche e pagando a condução. Concordo com você quando diz que basta querer. Não parei por aí. Fiz graduação e uma pôs. Os que não vão adiante e porque querem SÓ um trabalho melhor, o conhecimento, o aprendizado e só um meio para atingir um fim, dai nem pagando…

    • Parabéns, Maria Lúcia.

      Você é um exemplo do Brasil empreendedor, trabalhador, culto, íntegro. Tive alunos que também retomaram os estudos na mesma faixa etária da senhora e que também seguiram para o Ensino Superior, esforçando-se, a despeito das intempéries. Por isso, pensando nestes, que deploro as atitudes de Haddad, seu proselitismo rasteiro, o desprezo às pessoas que não mediram esforços para buscar conhecimento. Quando ele paga para uma categoria, deixa subentendido o desprezo pelos outros.

      Parabéns por seu exemplo, que com certeza é uma ilustração bem clara do que estamos tentando expor com este artigo.

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