1,7 livro lido por habitante/ano é vergonhoso, mas é consequência

O índice de leitura no Brasil é desanimador.

Lembremos sempre que estatísticas exigem análise especial. Se duas pessoas compram uma pizza e uma delas a come inteira, pela estatística, cada um comeu metade.

Porém, uma está satisfeita, a outra faminta.

Na verdade, temos milhões de pessoas que não leem uma página de livro num ano. Ou mesmo numa década, senão numa vida.

E isso explica a incultura endêmica do país.

Valores que seriam mais facilmente assimiláveis numa sociedade leitora faltam em nosso meio e a tendência, lamento, é de piora.

A queda da proporção de leitura tem sido latente nas últimas décadas. A celebrização do bizarro, do inculto e do incorreto, a instauração das pedagogias permissivas, tudo colabora para que leitores se tornem um espécime raro e exótico.

Voltando à analogia da pizza, podemos ponderar que o índice de 1,7 livro lido por habitante num ano é sustentado por um percentual reduzido da população, que realmente lê. Os números, com sua frieza absoluta, não adequam a informação aos fatos.

Leitores compulsivos leem essa quantidade numa semana. De modo que carregam em suas costas dezenas de outros brasileiros que não sabem se o livro se lê da esquerda para a direita ou o contrário!

Eu mesmo posso assegurar que faço o serviço de leitura anual de uns trinta brasileiros.

Antes cada um lesse pelo menos um livro por ano. Mas nem isso. Os 5%, talvez 10% que leem sustentam a estatística. Estão de barriga cheia, enquanto a maioria passa fome.

Um antes popular ex-presidente afirmou uma vez que não gostava de ler porque ficava com sono.

O que, claro, não explica a situação toda.

Mas ajuda…

Por Renan Alves da Cruz

 

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2 comentários em “1,7 livro lido por habitante/ano é vergonhoso, mas é consequência”

  1. A preguiça é ignorância são motivos de orgulho para o ex presidente. Lamentável alguém se vangloriar disso. Orgulho seria poder dizer que o analfabetismo foi erradicado no país.

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